sábado, 23 de julho de 2011

ENTREVISTA DA CHIQUINHA

A atriz María Antonieta de las Nieves afirmou que não poderia voltar a realizar o programa “Chaves”, uma vez que três dos personagens dessa séria de comédia haviam falecido (o “Carteiro Jaiminho”, a “Dona Clotilde” e “Seu Madruga”).
“É preferível conservar dentro do coração esses personagens, que tinham vida própria e eram igual de importantes. Nem Roberto Gómez Bolaños desejava mais vestir o Chaves, nem eu a Chiquinha”.
Considerou que Javier López “Chabelo” e “Chiquinha” são os personagens mais queridos da família inteira, não só das crianças, e por isso pretende vesti-los entre as 100 representações do “ ‘Show’ da Chiquinha”, a partir de Novembro.
Disse ser a atriz infantil e familiar número um: “Tenho competência e não se pode negar: sigo sendo a número um”.
Com vinte e quatro anos encarnando a personagem, afirma que não deixará de ser a Chiquinha: “porque ela me dá toda a popularidade, inclusive a internacionalização na Europa e em toda a América Latina!”, confessa:  “Se a minha personagem me deu tanta popularidade, pois com ela seguirei”, insistiu.
Confessou que houve uma etapa entre vinte e quatro anos de carreira em que se sentiu meio frustrada com a personagem “Chiquinha”, pecado que foi reparado quando Emilio Azcárraga lhe propôs a gravação do programa “La Chilindrina en apuros” (“Chiquinha em apuros”). Ela já tinha a intenção de falar com ele para ter seu próprio programa: “essa oportunidade eu agradecerei para sempre”, diz.
Comentou que, no início de sua carreira, pretendia passar a imagem de “dama jovem da televisão”, até Roberto Gómez Bolaños lhe propor: “espertona, perspicaz, porém bobona”, “pensei que seria ridículo, mas conforme passou o tempo compreendi a lição que Bolaños me deu: “um bom ator não deve menosprezar seus personagens”.
Com mais de vinte anos de carreira, “Chiquinha” reconheceu que está faltando publicidade em seu ‘Show’, porém não desiste da idéia das 100 representações, uma vez que já concluiu os contratos que tem em Monterrey, Nuevo Laredo e o Norte do país.
Em 1999, pretende viajar pela primeira vez à Espanha para apresentar seu ‘Show’, e diz que não irá se apresentar na Alemanha nem na França, porque não fala os idiomas desses países.
De las Nieves já apresentou dois projetos para a televisão, um de comédia e outro de concursos, e espera que a Televisa lhe dê luz verde, assim como a produção de Alberto del Bosque, encarregado dos programas infantis que vão ao ar nesta emissora.

ENTREVISTA DO CHAVES

Graças ao personagem Chaves, de enorme apelo entre as crianças, o mexicano Roberto Gomez Bolaños, de 70 anos, ficou conhecido em 120 países. No Brasil, o programa Chaves passa há dezesseis anos no SBT e é até hoje a maior audiência nas tardes da emissora, com a média de 11 pontos no Ibope. O canal de Sílvio Santos acaba de comprar um pacote de programas inéditos, que serão exibidos no ano que vem com o nome de Clube do Chaves. No México, o humorista está aposentado da televisão há cinco anos. Hoje roda o país fazendo um espetáculo humorístico de teatro em que aparece sem fantasia. "Não tenho mais a mesma desenvoltura e agilidade do passado", diz. Na Cidade do México, Bolaños vive em uma confortável casa de 300 metros quadrados, onde mora com a esposa, Florinda Meza (a Dona Florinda de Chaves), ex-mulher de Carlos Villagrán, o rechonchudo Quico do programa. É interessante que três personagens de uma atração infantil tenham sido vértices de um triângulo amoroso. Bolaños recebeu VEJA semana retrasada, momentos depois do terremoto que sacudiu o México:
VEJA - De onde surgiu a inspiração para o personagem Chaves?
Bolaños - Foi só olhar em volta. Existem várias favelas na América Latina, as diferenças sociais são muito grandes. O Chaves é uma criança que não cresce porque não come. O personagem faz sucesso em qualquer lugar do planeta onde haja fome.
VEJA - O senhor tem doze netos. Quantas horas por dia uma criança deve passar na frente da televisão?
Bolaños - Acho que as crianças assistem a mais televisão do que deveriam. Mas essa é uma questão complicada. Em países como o México - e imagino que no Brasil seja assim também - a televisão é a grande babá da garotada.
VEJA - Sendo assim, os programas infantis não deveriam ter maior conteúdo educativo?
Bolaños - Isto deveria estar a cargo das emissoras governamentais. Quem tem o objetivo de divertir não tem a obrigação de educar. Não é obrigação do Chaves ensinar qual é a capital da França.
VEJA - Que cuidados deve ter um humorista cujo público é composto basicamente de crianças?
Bolaños - Sempre evitei fazer piadas com raças, religiões, opções sexuais e mulheres. Aliás, nos meus programas as meninas sempre são mais inteligentes. No Chaves, era a Chiquinha que arquitetava os planos mirabolantes.
VEJA - Existe uma nova safra de comediantes no México que apela para o humor chulo. Como o senhor vê isso?
Bolaños - Não me agrada nem um pouco. Mas acho que essa fase é passageira. Quando sobram piadas chulas, é porque falta talento. E gente sem talento tende a sumir rápido.

O Chespirito



O Seu nome é Roberto Gomez Bolaños, um senhor que hoje tem 70 anos . Ele é a mente criativa por trás do sucesso do Chaves e do Chapolim. É ele o baixinho de 1,60m que interpreta ambos os protagonistas das duas séries. Mas ele é mais conhecido mesmo pelo apelido de Chespirito. Mas o que quer dizer Chespirito?
  O diretor de cinema mexicano Agustín P. Delgado foi quem deu este apelido ao pequeno Roberto.  Chespirito é uma forma carinhosa de dizer que ele é um pequeno Shakespeare, por causa do seu tamanho. (Shakespearito, que passado para o espanhol virou Chespirito). Se Bolaños foi comparado com o William Shakespeare, alguma coisa de bom o pintor de rodapé deve ter, né? E tem.
Chespirito chegou a concluir uma faculdade de Engenharia, mas graças a Deus nunca exerceu a profissão. Por que, graças a Deus? Ora, o cara é escritor, publicitário, ator de cinema, televisão e teatro, diretor, compositor e letrista de música popular e ainda tem tempo para ser pai de seis filhos! Haja Chespirito pra tanto moleque!
Foi na década de 50 que o baixinho começou a aparecer no cenário artístico mexicano, e daí ele não parou mais!  Era programa para o rádio, roteiro para cinema e programas para televisão, tudo ao mesmo tempo! Aliás, foi na TV que ele mais se destacou: entre 1960 e 1965, dois programas estavam pau a pau pela disputa dos dois primeiros lugares de audiência da televisão mexicana: 'Estudio de Pedro Vargas' e 'Cómicos y Canciones'. Os dois eram de autoria de Bolaños. Chespirito tava tão em alta que até o prestigiado comediante Mario Moreno, o Cantinflas, tinha aprovado uns roteiros para um programa que ele estrelaria, escrito por Bolaños. Mas deu um enorme rolo com o patrocinador e a idéia não vingou.
Chespirito ganhou um espaço só seu na emissora de TV TIM. Naquela meia hora, só seriam transmitidos programas de sua autoria. E foi aí que ele começou a arriscar alguns quadros como ator. Em 1970, depois do baita sucesso que os programas dele fizeram, o espaço aumentou para uma hora, e aí surgiu o programa chamado 'Chespirito': nele, tínhamos vários sketches, nos quais apareciam muitos tipos criados por ele. O cara já tava bem mais seguro como ator, e revelou uma veia cômica que nem ele sabia que tinha. E toda a galera que povoa o seriado do Chaves já tava com ele, fazendo uma série de personagens variados. Foi aí que surgiram dois personagens, que começaram a ganhar cada vez mais espaço dentro do programa: Chapulín Colorado (Chapolim) e El Chavo Del Ocho (Chaves). Os dois fizeram um sucesso tão grande que cada um acabou ganhando um programa só seu, com excelentes horários durante a semana. Foi a glória. Aumentou-se o tempo, criaram-se novos personagens e a equipe foi crescendo, crescendo, até se tornar o que conhecemos.
E o mercado internacional estava pronto para receber as obras de Chespirito de braços abertos! E lá foram Chaves e Chapolim se espalhando pelo mundo, tomando de assalto nossos lares e ocupando altos índices de audiência.
Com a morte de Ramón Váldes, que interpretava o Seu Madruga, e com o afastamento de Carlos Villagrán, que interpretava o Quico (dizem as más línguas que por querer um espaço maior para seu personagem), os elencos de Chaves e Chapolim perderam a força. Foi nesta época que se inventou uma viagem para o Quico e que Seu Madruga desapareceu misteriosamente, dando lugar à velhota Dona Neves, bisavó da Chiquinha. Nesta época também surgiu Jaiminho, o Carteiro, e Dona Florinda abriu seu restaurante. Mas não adiantou, e Chaves e Chapolim tiveram seu fim.
A mesma equipe ainda tentou realizar outro êxito, o seriado 'Chompiras' (exibido durante algum tempo no Brasil pela CNT, com o nome de 'Chespirito' ). Apesar de engraçado, o seriado não tinha o mesmo fôlego de seus antecessores, e não atingiu o sucesso deles. Aos poucos, a equipe foi se separando, até que cada um resolveu seguir seu próprio caminho. Edgar Vivár, que fazia o Seu Barriga e o Nhonho, escreve alguns programas para TV e tem um circo com seu nome, onde vez por outra faz apresentações como seus antigos personagens. María Antonieta de Las Nieves, que fazia a Chiquinha e também a Dona Neves, também tem um circo só seu onde incorpora suas antigas personagens. Carlos Villagrán também tem um circo onde mantém vivo o personagem do Quico. Aliás, este circo esteve aqui há algum tempo, e Quico esteve no Jô Soares e no Programa Livre. Se você tem boa memória, tentem sacar que o mesmo Quico tentou emplacar um seriado no qual ele era o protagonista, lembram? Até passou um tempinho aqui no Brasil, mas, pelo que deu pra perceber, também não convenceu. O Quico só é engraçado quando está junto do Chaves.
Já o nosso querido Chespirito continua escrevendo programas, filmes e peças de teatro, e é um artista bastante festejado e premiado. Ao seu lado, está a sempre amiga Florinda Menza, que interpretava a Dona Florinda, e que sempre está envolvida nos projetos de autoria de seu marido.

Doutor Chapatin (Roberto Gomez Bolaños)



Dr. Chapatin é um médico já muito vivido, e não se sabe ao certo qual é a sua verdadeira idade, mas se sabe que beira os 70-80 anos. Chapatin em espanhol quer dizer velho baixote, o que se refere perfeitamente ao personagem.  Dr. Chapatin é um médico meio pirado e louco, mas podemos classificá-lo também como mal-humorado, um velho ranzinza como diz o Chaves, atrapalhado confuso, e principalmente um velho muito "mandão". Dr. Chapatin possui um saquinho que sempre leva consigo para todos os lugares um saquinho onde ninguém sabe o que tem lá dentro, e em algumas cenas também aparece provido de uma maleta preta onde contém todos os seus instrumentos de trabalho, como estetoscópio que algumas vezes o Dr. Chapatin se atrapalha e nem sabe usar direito ele. Dr. Chapatin quando se irrita com alguém que o insinua ou chama ele de velho ou de baixinho e começa a distribuir pancadas com seu saquinho. É um velho, mas tem alma de jovem e é tão ingênuo que em um certo capítulo impede a sua secretária de se casar, e em outro não percebe o que sua secretária quer dizer para ele. Dr. Chapatin também não tem nehuma noção de calendário e de hora, pois em certo capítulo Dr. Chapatin dispensa todos os seus personagens para ir à uma partida de futebol que não é nesse dia...

Algumas de suas frases características são: "Isto me dá coisas", "Insinua que eu sou velho?", "Que te importa?"

Frase dirigida à ele: "Se você é jovem ainda, amanhã velho será, ao menos que o coração sustende a juventude que nunca morrerá."

Nhonho - Ñoño (Edgar Vivar)



Nhonho (Ñoño) - O filho do Senhor Barriga, de quem é cara. focinho e banha. Algumas vezes, usa este fato para tirar vantagem dos amigos, mas na maioria das vezes é muito generoso, em especial quando se trata de dinheiro, que tem de sobra (muito mais que o Quico). Seu quarto é uma verdadeira loja de brinquedos, na qual o pobre Chaves se perde todas as vezes que vai lá. Nhonho é um garoto bem generoso, mas não quando se trata de comida.Ele acha que se der um pedacinho de seus lanches aos amigos vai fazer muita falta ao seu estômago.
Apesar de gordo, o filho do Senhor Barriga é muito ágil, e não deixa desaforos baratos não: se defende a pançadas, lançando ao amigos para longe. Nhonho morou durante muito tempo com a mãe na Europa, uma espanhola que passa muito tempo viajando, e voltou há pouco para morar com o pai numa mansão perto da Vila.


Citações: "Olha ele, olha ele,olha ele!" - "Professor, dá licença de ir ao Banheiro?"

Jaiminho, o carteiro (Raul "Chato" Padilla)

Jaiminho, o Carteiro (Jaimito) - O simpático carteiro da Vila, que sempre chega alegre e sorridente carregando a bicicleta ao lado, pois não sabe andar nela. E se ele disser aos Correios que não sabe andar, no dia seguinte está na rua. O velhinho é risonho, amigo e está sempre cansado e cheio de manha. Para evitar a fadiga, ele até pede aos receptores das cartas que procurem tudo que for endereçado a eles dentro da mochila de cartas enquanto ele descansa só um pouquinho... Solteirão convicto, é alvo do assédio de Dona Neves e até da Dona Clotilde, mas prefere mesmo é continuar se gabando de como era conquistador no pequeno povoado de Tangamandápio, de onde ele diz ter vindo. Um lugar tão pequeno que nem consta no mapa. Um dos melhores amigos do menino Chaves.

Citações: "É Que Eu Quero Evitar a Fadiga.

Dona Neves (Maria Antonieta de Las Nieves)



Dona Neves (Doña Nieves) - A bisavó da Chiquinha. Velhota brincalhona, que sempre quer se meter a pular corda ou brincar de bilboquê.Dona Neves é o retrato fiel de como será a Chiquinha no futuro. Vive dando em cima do charmoso rapaz que é Jaiminho, o Carteiro, embora ele sempre fuja desta senhora, com quem não quer absolutamente nada. Seu jeito maroto e quase moleque sempre são alvo de brigas entre ela, a Dona Clotilde e a Dona Florinda, que vivem brigando para saber quem vai lavar a roupa no tanque coletivo da Vila. E haja alguém para segurar estas senhoras!

Citações: "Que-que-que-Como? " - "Chué-chué-chué-chué...(choro)" - "Tche-tche-tche-tche-tche...(risada)"